(Recomendo fortemente a música acima)
Já fazem 50 anos.
Desde que com a dor chegaram
Desde que ao prantos, de ti me levaram
Conter a agonia, eu queria
Rezava e pedia, a cada dia
Para que voltasse
E 'se' voltasse
Contra a violência insana
Que se auto-proclama
Intitulada de liberdade
Conhecida pela saudade
E só não mais odiada, do que temida
Te reencontrar é uma promessa perdida
Mas cumprirei-a afinal
Todas as fotos e muros,
Rebentos prematuros
De uma discordância verbal:
'Ame-o ou deixe-o'
Simbolo do estado irracional
E do teu sangue e tua ausência
Nas tuas cartas tive ciência
E pude entender também em seus versos
Que davam à dor um tom radiante
E davam ao povo um novo semblante
Cores e caras nas ruas em protesto
E lembrar da história também faz parte
De acreditar que existe resposta na arte
Que busca sem saber
Que explica sem entender
Não pune, se aprende
Não censura, compreende
Não cala, nem tira a visão
Da voz faz a opinião
E a música do violão
Que de algum canto da Itália tocava
Mas era em mim em que mais pensava
Não uma amante, nem uma paixão
Mas uma mãe gentil, sua nação.
Obrigado Chico.
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