Ou por aquele sabor novo, que trás tantas lembranças.
Seja um pôr-do-sol, ou uma noite serena, ou pelas quintas-feiras de feriado, ou por seus projetos pessoais: Mas se apaixone.
Quem nunca sofreu por se apaixonar, nunca vai saber o quanto realmente dói ter um coração partido.
A premissa é piegas (porra, piegas é essa palavra!), mas faz jus à todas as relações diretas e indiretas que o sofrimento e o prazer tem com a nossa entrega emocional em praticamente todas as atividades que realizamos, sejam elas profissionais ou pessoais.
Aquele leve arrepio, e até um frio na barriga quando nos deparamos com situações que nos proporcionam prazer, ou dor, já são sinais de que não apenas o coração, mas o corpo, reage a todos os estímulos que estão associados. Esses então se manifestam de diferentes formas, mas nem sempre estão associados aos respectivos motivos.
Quando há um estímulo que nos provoca prazer, euforia e nos trás bons sentimentos, é bem provável que a lembrança não nos submeta a conflitos, mas sim à realização, e a resposta do organismo é imediata, liberando grandes doses de hormônios que promovem sensações prazerosas.
Evidentemente, quando recebemos estímulos que estão associados a sensações ruins, a resposta é absorvida mais lentamente, como uma tentativa de postergar uma dor forte em pequenas doses suportáveis.
Ter um coração partido é um sentimento de abandono, impotência e culpa na grande parte dos casos, mas nem sempre está associado a um estímulo negativo.
Pode ser aquela entrevista que não deu certo (E você estava super empolgado)
Provavelmente qualquer expectativa de viagem que você criou (E lembrou que tinha que pagar o cartão de crédito)
Analisando a influência desses sentimentos dentro nossa percepção e reação, é impossível dizer que cada sentimento está associado a uma emoção, sendo que cada um de nós tem uma maneira ímpar, e única, de assumir decisões.
Não há quem sinta prazer em ser acordado durante a madrugada, mas o prazer de ver o sorriso de sua filha é o desequilíbrio na balança. É o que vai te fazer suportar horas no trabalho para poder fazer a viagem que você sempre quis.
A questão em realmente se apaixonar, e dispôr-se a entregar-se completamente, é assumir também a responsabilidade pelas consequências, é uma jornada no auto-conhecimento e na realização que não tem limites.
Se apaixone, se entregue completamente ao que te faz realmente bem e bom.
Vim ler seus posts e acabei caindo em um que me serve feito uma luva. Obrigada vini.
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