sexta-feira, 13 de maio de 2016

Vizinhanças

É como se o universo tivesse me deixado, sem lugar nenhum pra ir
Sem sequer uma luz pra me indicar a direção.
Mas você tem algo a esconder? Porque acho que todos temos
Como uma criança por dentro gritando por atenção.
Mas todos trabalham e lutam, toda noite pra conquistar um dia
E vivem pra contar a história de como morremos sozinho, um dia.

Mas ela te quer por inteiro. 
Vai te transformar em pedra.
Do jeitinho dela.

E não consigo encontrar o melhor disso.
Mas eu sempre continuo a procurar por você, porque é de você que eu preciso.


E isso está me enlouquecendo.

Sem esperança, sem atidude, e destituído de gratitude.
As suas defesas mais fortes não passam das marcas dos seus prórpios erros.

Você consegue me entender? Eu fui pego como um moleque roubando.
Será que disse isso alto demais? Um pouco forte e sarcástico talvez...

Sem razão, sem ação, sem silencio ou ajuda alguma aqui.
Ninguém vai me socorrer dessa vez.
Arrombando portas e tentando não morrer, é só uma questão de alguns drinks até as luzes ficarem fortes.

Apenas pare de viver sob a sombra de um helicóptero.

Meu coração está afundando, e preso num ritmo fatal, não dá pra fingir, e nem disfarçar mais. Apagado e perdido num sonho como se fosse o resto de mim. Sempre lutando contra a gravidade.

E lá ela estava. Como uma noite estrelada.
Repleta de olhos azuis-everdeados.
E um coração de aço. 
Sempre em seu mundo.

Quase nunca real.