Só existe uma coisa da qual temos absoluto controle.
Nos norteia todo o tempo. Passa despercebido.
E temos o hábito de tratar levianamente.
É algo tão somente simples, quanto complicado.
Prazeroso, porém dói.
E não existe pré-requisito. Nem limite de pretensão.
Todos temos, em unanimidade, mas nem todos fazemos, em maioria.
Alguns podem dizer que é certo.
Outros duvidarem.
Mas a única maneira é fazer.
O não fazer também é feito.
Escolha, pois foi o tempo que dedicaste à tua rosa, que a fez tão importante para ti.
domingo, 29 de setembro de 2013
sábado, 28 de setembro de 2013
'Acorda'
Tudo o que precisas é tirar as cortinas quando a brisa bate à tua porta.
Abre o olhar para fora, e deixa o lá fora entrar.
Respira, a cor da manhã, teu momento
Deixa a tarde estender seu tapete carmesim para a noite desfilar,
e dança com ela a valsa do firmamento.
Um suspiro em forma de vento,
basta o silêncio pra entender o que ele te diz.
Soprando ao pé do ouvido, gentil e calmo, brando e sereno:
'Vem, não tem medo. Eu te levo pra ver o mar, te faço dormir'
E deita em tua onda, deixa ela te carregar pras águas profundas.
Abre o olhar para fora, e deixa o lá fora entrar.
Respira, a cor da manhã, teu momento
Deixa a tarde estender seu tapete carmesim para a noite desfilar,
e dança com ela a valsa do firmamento.
Um suspiro em forma de vento,
basta o silêncio pra entender o que ele te diz.
Soprando ao pé do ouvido, gentil e calmo, brando e sereno:
'Vem, não tem medo. Eu te levo pra ver o mar, te faço dormir'
E deita em tua onda, deixa ela te carregar pras águas profundas.
Mergulha, afunda em teus pensamentos
Deixa que te transbordem, te transpassem, te transtornem.
Sente que o fim é também o começo,
Permite que isso tudo te transforme.
Uma gaivota passa, ligeira, salpicando tua pele com areia
Enquanto o rei dorme no berço que acabas de deixar.
A despedida é bela, e também lisongeira:
A cor do crepúsculo diz: é hora de deitar.
Deixa que te transbordem, te transpassem, te transtornem.
Sente que o fim é também o começo,
Permite que isso tudo te transforme.
Uma gaivota passa, ligeira, salpicando tua pele com areia
Enquanto o rei dorme no berço que acabas de deixar.
A despedida é bela, e também lisongeira:
A cor do crepúsculo diz: é hora de deitar.
domingo, 15 de setembro de 2013
Soneto II
Enfatizo a ausência pelo presente momento
Em que me encontro só, perdido há tempo
Uma cura é tão somente vã
Quanto a esperança de acordar amanhã
De todos detalhes, entalhes em mim
Cravados a ferro, fogo e amor
Nenhum é tão claro, e por si só já diz
'Fui tatuado, não guardo rancor'
Esperei até o que não iria chegar
E cheguei longe demais de ti
Senti sem ver, ouvi o som do silêncio
Percebi então o impasse aqui:
'A culpa é o medo do consenso
De não temer o que não amar.'
Em que me encontro só, perdido há tempo
Uma cura é tão somente vã
Quanto a esperança de acordar amanhã
De todos detalhes, entalhes em mim
Cravados a ferro, fogo e amor
Nenhum é tão claro, e por si só já diz
'Fui tatuado, não guardo rancor'
Esperei até o que não iria chegar
E cheguei longe demais de ti
Senti sem ver, ouvi o som do silêncio
Percebi então o impasse aqui:
'A culpa é o medo do consenso
De não temer o que não amar.'
domingo, 8 de setembro de 2013
Soneto I
Pensei demais em cantar, pra contar menos
E se a soma fosse dois, eu cantaria 'nós'
Mas te subtraí, e dividido por mim mesmo
Só multiplico o suplico, em tom de dó.
Estive escrevendo pra espantar a tristeza,
que tem me acompanhado tanto por essas linhas.
De escrever a solidão no papel, a certeza
é ter de encará-la me dizendo 'tu sabias'.
Confesso, caminhei em mentira há um tempo,
a passo curto, apressado pelo fim.
Apreensivo demais pra ver, bem verdade.
Mas mal-me-quer é deveras assim:
Não há pétala arrancada em vaidade,
Perfeitas são em ti, e não ao vento.
E se a soma fosse dois, eu cantaria 'nós'
Mas te subtraí, e dividido por mim mesmo
Só multiplico o suplico, em tom de dó.
Estive escrevendo pra espantar a tristeza,
que tem me acompanhado tanto por essas linhas.
De escrever a solidão no papel, a certeza
é ter de encará-la me dizendo 'tu sabias'.
Confesso, caminhei em mentira há um tempo,
a passo curto, apressado pelo fim.
Apreensivo demais pra ver, bem verdade.
Mas mal-me-quer é deveras assim:
Não há pétala arrancada em vaidade,
Perfeitas são em ti, e não ao vento.
Colhes o que cativas
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cultivas.
Cativa tua semente, porque aquele que mente planta grãos em areia e rega com inveja. E em solo fraco raízes não se firmam.
Se tu cultivas teu ego mais do que teu caráter, terás um carvalho frondoso, alto e belo.
Terá muitos a tua sombra, mas não dará frutos, e ao inverno, perecerá.
Aprende que o mal é tão necessário quanto o bem.
Os mesmos pássaros que te levam os frutos, são aqueles que semeiam tuas idéias.
E o inverno que castiga tua beleza, é o mesmo que permite seu desabrochar.
Tua existência não passará em branco se colorires ela com tuas flores, mas deixe que as colham: A beleza é sempre tão passageira quanto a dor.
Cativa tua semente, porque aquele que mente planta grãos em areia e rega com inveja. E em solo fraco raízes não se firmam.
Se tu cultivas teu ego mais do que teu caráter, terás um carvalho frondoso, alto e belo.
Terá muitos a tua sombra, mas não dará frutos, e ao inverno, perecerá.
Aprende que o mal é tão necessário quanto o bem.
Os mesmos pássaros que te levam os frutos, são aqueles que semeiam tuas idéias.
E o inverno que castiga tua beleza, é o mesmo que permite seu desabrochar.
Tua existência não passará em branco se colorires ela com tuas flores, mas deixe que as colham: A beleza é sempre tão passageira quanto a dor.
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