sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Elementar, meu caro.

É como um clichê, ou quase, que as circunstâncias se apresentam.
Alguns se questionam divagando as consequências das possibilidades, infinitas, porém nunca concretizadas. Outros procuram identificar a oportunidade, sublime, porém volátil.
E o momento privilegiado, e desmerecido, da existência da dúvida não é ponderado. Nem avaliado. É sentido como castigo, e fardo de quem julga o não saber como sendo a ausência de propósito na realização.
Não há placas de direção, e nem limite de velocidade.
Não se sabe aonde vai chegar, tampouco à que tempo.
A dúvida é o limiar que separa a decisão do ato. A premeditação da consumação.
Não pense em agir. Aja pensando.

domingo, 25 de novembro de 2012

L'amore vince tutto

Penso na coexistência entre sentimento e razão. Como antígonas de uma parabóla infantil, onde resume-se a afeição ao ideal, à sua idealização.
Seríamos capazes de pensar sentimentalmente? 
Adicione uma variável infinita em uma equação lógica racional, e as possibilidades já não serão racionais, dentro da incompreensão da infinitude.
Seria agir consequência apenas de impulsos elétricos transmitidos pelo córtex, ou algo completamente abstrato que se resume na intensidade de prazeres e sensações envolvidas no ato?
Penso na inexistência de sentimento na razão.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Sim, as crianças estão bem.

Estamos pensando. E vivendo.

A consequência primordial refletida da catarse das reações que, infinitamente, impulsionam os segundos adiante e transformam os dias em lembranças, nos lembram de que ainda estamos pensando.

Não importa realmente no quê. Para quê. Não existe motivo, nem objetivo.

Tente parar de respirar. Me entende?

Mas as crianças, ah, elas sim estão bem. Estão pensando em nós.