'E então ela se foi. Uma janela fechada, lábios cerrados e coração aberto. Nunca se sentira tão só, e até os pensamentos evitaram um murmúrio para não interromper o efeito anestesiante que vem depois da dor: A culpa.'
Começa como acordar depois de um sonho bom. Daqueles que a gente não sabe se realmente está sonhando, ou se por algum intermédio divino, foi agraciado com uma oportunidade de reviver um momento.
Qualquer tipo de razão sem emocionalidade é tão inútil quanto um motor sem combustível, e as respostas que a gente procura pra todas essas questões na maioria das vezes não precisam existir. Elas devem ser criadas, cada uma em seu contexto, uma de cada vez, assim como um episódio dá continuidade ao romance. Antecipar o desfecho é um artifício para burlar o enredo, e deixar de lado a parte mais importante da história: O 'Porque'?
Sempre penso que no final das contas, nós aprendemos uma lição. Mas entre os algoritmos, entre os epísódios e cenas, e falas e expressões, existe um aprendizado que não somente fundamenta as bases da obra, mas dá corpo. Contextualiza e realiza.
Que a introdução te empolgue e te leve a questionar.
Que o enredo te envolva, e te faça conhecer a essência da mensagem.
No final, o desfecho vai ser exatamente o que você esperava. Não deixe que o fato de saber como vai ser, te impeça de tentar.
Todos sabemos que caminhamos para o mesmo destino, mas são as estradas que percorremos, as paradas que fazemos e os passageiros que dividimos a viagem que fazem dela algo absolutamente único.
Não se culpe por não ter feito tudo o que queria, mas sim por não ter feito tudo o que você precisava.