segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Dois Caminhos

Eu cresci ouvindo de meus pais que existiam dois caminhos a serem seguidos: O Bom, e o Ruim.
E cresci almejando o pote de moedas de ouro no fim do arco-íris, e isso segundo tal filosofia, incumbia em seguir o caminho Bom.

E foi tentando trilhar tal caminho que muitas vezes percebi que, acidentalmente ou não, eu cruzava com o famigerado 'caminho Ruim'.
Digo pelas experiências que tive em ambos, e por seus resultados em minha vida.

Absolutamente não me amarguro de ter pego 'atalhos', e nem tampouco de ter dado alguns passos em falso.

Mas o imperativo me fez perceber que os caminhos não se dividem. Nem se cruzam.

Eles são um só.

A única diferença é que um segue em frente, enquanto o outro, é todo o que você já caminhou.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

'Frames'

Uma alegria.
Havia tempo, e estava sol.
Havia sorrisos, e eles se encontravam.
Havia brilho, e havia sentido,
Nela via tudo.

Uma decepção.
Tentou se encontrar, mas estava perdido.
Tentou falar, mas calado já se encontrava errado.













Tentou mudar, mas fez o mesmo.
Tentou tentar, e continuou tentando.

Uma tristeza.
Sentiu dor, buscou o prazer nela.
Sentiu medo, e a frieza o manteve intacto.
Sentiu saudade, mas é tarde.
Sentiu um sentimento.
Sinto muito.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Do pó viemos.

Assim como as estrelas nascem, sob a existência de um força invisível aos olhos.

As reações que transformam a simples existência de uma partícula em algo fora de escalas compreensíveis.
Sua existência se manifesta em brilho, calor, e energia.
Sem propósito além de se auto-consumir, e brilhar o mais intensamente possível.


Ao fim, tudo se transforma, em milhões de reações que levam sempre o mais pesado pro interior.
A energia se esvai. O calor abranda.
O que antes era belo e majestoso, torna-se frio, e complexo.
A mesma força que permitiu essa existência, agora promove sua auto-destruição.



E quando por fora tudo fica tão escuro e denso como o interior, colapso.

A total ausência da menor partícula que permitiu tal evento, agora transforma seus produtos em algo novo.
E os espalha, os transforma, em uma explosão dramática, dolorosa e linda, levando sua essência adiante.
Transformando novos espaços. Criando novos propósitos.


Tudo com a intenção de começar tudo novamente, para que assim, ao pó voltemos.

Mas porque não brilhar?

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Novos Índios

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho, mas não.
Não me entenda

Eu nunca pude trazer você de volta pra mim, porque eu descobri que é sempre só você que me destrói do início ao fim. E não existe cura para esse meu vício de insistir. E a vontade que eu sinto, essa sim, é a de ver tudo o que eu ainda não vi.

Vou te devolver o espelho, junto com a doença que trouxe ao meu mundo. E da próxima vez que tentar chorar, vou saber que não consigo porque não tenho motivos.