quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Sticks and Stones

Eu estou cansado de sorrir, mas está tudo bem em fingir,
uma multidão de pessoas ao seu redor, mas tudo acontece a seu tempo.
Eu tenho esperado por um dia bom, e ele foi um verão,

e eu estou te deixando, e dessa vez é pra valer:
Perdemos nosso orgulho enquanto envelhecemos.

Você nunca vai mudar seu jeito,
e eu não estarei lá, eu aprendi minha lição.
Setembro chegou tão rápido,
e tudo o que eu sei é que foi a melhor conversa que já tive.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Inspiração

Sutil, como uma brisa.
Passageira, como uma troca de olhares no trânsito.

Inspire. Expire.

Fugaz, como um sentimento.
Atordoante, como suas consequências.

Inspire. Se Inspire.

Um brilho no olhar, aquele momento que se estende até aonde não se entende, e se captura o que não esperava. O que não se sabia é contorcido em um revés que surpreende, e apavora.

Mas é natural. Tão quanto respirar.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Dear diary, my teen angst has a bodycount.

Já faz tempo demais pra ser tão presente.
Eu até criei possibilidades positivas, pensamentos diferentes.
Eu pensei em outra vida, em uma onde não existe nós.

Besteira foi reagir quando tudo convergia pra trás, de volta aonde eu não queria ter começado.

Normal é ter as respostas antigas, e as perguntas novas.

Só espero que a resposta seja algo que valha a pena ouvir.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Elementar, meu caro.

É como um clichê, ou quase, que as circunstâncias se apresentam.
Alguns se questionam divagando as consequências das possibilidades, infinitas, porém nunca concretizadas. Outros procuram identificar a oportunidade, sublime, porém volátil.
E o momento privilegiado, e desmerecido, da existência da dúvida não é ponderado. Nem avaliado. É sentido como castigo, e fardo de quem julga o não saber como sendo a ausência de propósito na realização.
Não há placas de direção, e nem limite de velocidade.
Não se sabe aonde vai chegar, tampouco à que tempo.
A dúvida é o limiar que separa a decisão do ato. A premeditação da consumação.
Não pense em agir. Aja pensando.

domingo, 25 de novembro de 2012

L'amore vince tutto

Penso na coexistência entre sentimento e razão. Como antígonas de uma parabóla infantil, onde resume-se a afeição ao ideal, à sua idealização.
Seríamos capazes de pensar sentimentalmente? 
Adicione uma variável infinita em uma equação lógica racional, e as possibilidades já não serão racionais, dentro da incompreensão da infinitude.
Seria agir consequência apenas de impulsos elétricos transmitidos pelo córtex, ou algo completamente abstrato que se resume na intensidade de prazeres e sensações envolvidas no ato?
Penso na inexistência de sentimento na razão.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Sim, as crianças estão bem.

Estamos pensando. E vivendo.

A consequência primordial refletida da catarse das reações que, infinitamente, impulsionam os segundos adiante e transformam os dias em lembranças, nos lembram de que ainda estamos pensando.

Não importa realmente no quê. Para quê. Não existe motivo, nem objetivo.

Tente parar de respirar. Me entende?

Mas as crianças, ah, elas sim estão bem. Estão pensando em nós.