domingo, 1 de fevereiro de 2015

Sentidos

Gosto doce, úmido e quente. E o paladar pede mais.
O tato suplica um último toque. 
O cheiro ainda tá na pele, e os olhos não precisam estar abertos para ver.

A segunda dose, ainda mais forte, dose tripla, pra entorpecer.

À flor da pele, brota a semente no solo mais fértil para cultivar os amores fora de estação, e é tempo de deixar criar raízes. Tempo de deixar crescer.



Tempo de ficar ao sol. Sentir o calor da pele, na pele.

Tempo de regar. Beber e se saciar de seus lábios.

Tempo de cuidar. Saber que é preciso também ouvir para saber o que dizer.

Tempo de colher. Exalar a essência.

Com tempo de sobra pra sentir.