Aliás, não crie absolutamente nenhuma expectativa.
Não vou chegar antes do horário e preparar uma entrada triunfal, nem serei pontual e previsível, tampouco te deixarei esperando e pensando.
Vou chegar quando o cabelo resolver ficar no jeito. E aquele corte na cara depois de ter tirado a barba (com as mãos trêmulas e nervosas) já tiver corado. E quando a roupa desamassar, e o sapato
Não vou te buscar de carro na sua casa. Não porque não tenho carro, mas porque a distãncia é exatamente o que move a gente a ir. E nem vou prometer pro seu pai que vai chegar cedo.
Você vai embora a hora que quiser. Se quiser.
Também não vou reservar a mesa mais disputada, no restaurante mais caro da cidade. Nem champanhe, nem violino, e nem pratos de 3 mil dólares e 2 garfadas. Talvez um bar, ou uma lanchonete, ou qualquer lugar aonde sua voz e seu sorriso sejam mais importantes do que a ordem dos talheres.
Não prometo ser bacana, vou pedir para dividir a conta e contar moedas.
É tudo parte do trato.
Se eu me comportar como um perfeito babaca, o que também não vou deixar de fazer,
E não vou dizer que gostei do corte de cabelo. Mas você vai saber que reparei quando estiver entrando no táxi e perceber que estou levando seus sapatos. Não é que eu me importo
Não demore pra tirar a roupa.
Mas não espere flores no outro dia.
Você me fez gostar dos espinhos.
Tão bom que eu fiquei com raiva e empolgada no mesmo tempo. Não sei se te xingo ou dou os parabéns é complicado ser mulher nesses momentos. Mas muito bom seus textos
ResponderExcluirMuito obrigado! É assim o doce amargo, o prazer doloroso de viver, intenso em cada fragmento...
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