sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Soneto III

Ainda que não pudesse admirar tua beleza
Na escuridão que abriga o medo da solidão
Te ver seria somente a certeza
De tudo que imagino transformado em perfeição


Se sentir teu perfume impossível fosse
Improvável, intangível, sem nem um porque
Buscaria nas cores de todas as flores
A soma do aroma do melhor buquê


Se até tua voz me fosse negada
Por ler tuas palavras teria relento
E tocar teus lábios fosse um sonho distante


Sobreviveria sorrindo a qualquer instante
Mas impossível seria tal sofrimento
De nunca dizer que és minha amada.

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