domingo, 15 de setembro de 2013

Soneto II

Enfatizo a ausência pelo presente momento
Em que me encontro só, perdido há tempo
Uma cura é tão somente vã
Quanto a esperança de acordar amanhã

De todos detalhes, entalhes em mim
Cravados a ferro, fogo e amor
Nenhum é tão claro, e por si só já diz
'Fui tatuado, não guardo rancor'

Esperei até o que não iria chegar
E cheguei longe demais de ti 
Senti sem ver, ouvi o som do silêncio

Percebi então o impasse aqui:
'A culpa é o medo do consenso
De não temer o que não amar.'

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