Abre o olhar para fora, e deixa o lá fora entrar.
Respira, a cor da manhã, teu momento
Deixa a tarde estender seu tapete carmesim para a noite desfilar,
e dança com ela a valsa do firmamento.
Um suspiro em forma de vento,
basta o silêncio pra entender o que ele te diz.
Soprando ao pé do ouvido, gentil e calmo, brando e sereno:
'Vem, não tem medo. Eu te levo pra ver o mar, te faço dormir'
E deita em tua onda, deixa ela te carregar pras águas profundas.
Mergulha, afunda em teus pensamentos
Deixa que te transbordem, te transpassem, te transtornem.
Sente que o fim é também o começo,
Permite que isso tudo te transforme.
Uma gaivota passa, ligeira, salpicando tua pele com areia
Enquanto o rei dorme no berço que acabas de deixar.
A despedida é bela, e também lisongeira:
A cor do crepúsculo diz: é hora de deitar.
Deixa que te transbordem, te transpassem, te transtornem.
Sente que o fim é também o começo,
Permite que isso tudo te transforme.
Uma gaivota passa, ligeira, salpicando tua pele com areia
Enquanto o rei dorme no berço que acabas de deixar.
A despedida é bela, e também lisongeira:
A cor do crepúsculo diz: é hora de deitar.
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